DICA DE LEITURA: AS 4 +1 CONDIÇÕES DA ANÁLISE – ANTONIO QUINET

As4+1CondicoesDaAnalise

“Tomando por base os questionamentos de Lacan sobre a situação do começo da análise, estudada por Freud em O início do tratamento,  Antonio Quinet revê os fundamentos práticos e teóricos dos primeiros passos do processo: as entrevistas preliminares, o uso do divã, o tempo e o dinheiro, a que acrescenta o ato analítico, isto é, a ação de transferência. O livro contempla as muitas implicações de cada um desses componentes, desde detalhes em torno do tempo e espaço do consultório até o próprio sentido ético da psicanálise”.

A seguir, destacamos alguns trechos do livro:

“A aceitação da proposta de Frau Emmy von N. e sua generalização por parte de Freud o farão postular a inclusão do saber nos ditos do analisante para construir a análise como talking cure — a cura pela fala, o tratamento da palavra. “O paciente — escreve Freud no final de sua obra — deve dizer-nos não apenas o que pode dizer intencionalmente e de boa vontade, coisa que lhe proporcionará um alívio semelhante ao de uma confissão, mas também tudo o mais que sua auto-observação lhe fornece, tudo o que lhe vem à cabeça, mesmo que lhe seja desagradável dizê-lo, mesmo aquilo que lhe pareça sem importância ou realmente absurdo. Se depois dessa injunção ele conseguir pôr sua autocrítica fora de ação, nos apresentará uma massa de material — pensamento, idéias, lembranças — que já está sujeita à influência do inconsciente.” Eis, portanto, a única regra da psicanálise. Ela não está do lado do analista, e sim do analisante. Trata-se de uma regra correlata à própria estrutura do campo psicanalítico aberto por Freud. É a associação livre que marca o início da psicanálise e também o início de cada psicanálise — é o ponto em que a análise deve começar. Do lado do analista, afora o preceito da atenção flutuante, não há regras, mas a ética da psicanálise, regida pelo desejo do analista”.

“No lugar das normas que o dito contrato que pretende figurar o Outro estabelece, Lacan introduz o conceito de ato psicanalítico, retirando assim a psicanálise do âmbito das regras para situá-la na esfera da ética”.

“No princípio da psicanálise era o ato — o ato inaugural de Freud ao inventar a psicanálise abrindo o inconsciente à sua formalização. Ato que marca um antes e um depois, que traz em si a descontinuidade e como tal tem a estrutura de corte. Ato fundador que se renova em cada psicanálise, tendo Freud nos legado a incumbência de reinventá-la a cada vez que, como psicanalistas, autorizamos o começo de uma análise”.

“A sessão é descontinuidade, pontuação, ruptura no discurso (…) um corte (…) Ao se entrar numa sessão sem saber quanto tempo ela durará, se está sob o impacto da pressa, o que precipita o memento de concluir”.

“A elaboração se situa fora das sessões e é uma tarefa do analisante. (…) O analista é um depositário das elaborações e associações que o paciente faz fora da sessão”.

“O corte da sessão aponta sempre para a falta: falta-a-ser do sujeito; falta de um significante que diga o que ele é”.

Um livro excelente! Espero que tenham “curtido” a dica de leitura de hoje!

Você pode baixar uma das versões deste Livro, em PDF, clicando Aqui.  (Por favor, me comuniquem caso o link não esteja funcionando).

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SOBRE O AUTOR/IDEALIZADOR DESTE BLOG:

escritos psiAndré Bassete do Nascimento. (André Nascimento). Psicólogo. CRP 16/4290. Consultório Particular: Praia do Suá, Vitória, Espírito Santo (ES). Contato: (27) 999617815 (Vivo). Correio Eletrônico: dreebn@gmail.com ou dreebn@yahoo.com.br

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