DESEJO DE MÃE

Escrito por José Nazar

1378077_570997406288685_1070607374_n

É dia das mães, dia de alegria, dia de deixar a tristeza de lado. Você ama sua mãe e ela te ama. Isso é certo e seguro, mas, para além desse amor, há algo é mais sublime: o desejo de mãe!!!

Todos têm uma mãe. Ou deveriam ter. Ou tiveram. Mãe é aquela que cuida, podendo ou não ter dado à luz! Vamos esquecer as novas tecnologias de fazer filhos, pois já quase se pode dizer que a chocadeira existe. Alguém vai assumir a maternidade, o lugar de mãe, como algo que funciona como tal. Ela vai cuidar, e não importa se é a mãe biológica, ou se foi uma adoção. Um casal gay, mesmo de homens, pode ter filhos, e um dos pares pode funcionar como mãe. Acolher, cuidar, educar. Alguém vai dar algo de si, a partir de seu feminino, no sentido de se fazer autorizar como mãe.

O importante é o desejo de ser mãe. Isso é fundamental, que haja desejo de acolhimento, e é isso o que funda uma verdadeira adoção. Um filho, de pais biológico ou não, necessita ser adotado.

O desejo de mãe deve portar a capacidade fazer nascer vínculos, de mobilizar vínculos afetivos, de suscitar o erotismo, de causar curiosidade, de provocar vida numa criança. Que desde cedo compareça nos filhos uma lei do desejo. O desejo de ser mãe se deixa barrar pela lei do pai. Isso provoca alegria numa criança.

Numa família tradicional, habitual, é esperado que nos bastidores de uma mãe, exista uma mulher. Isso salva a criança de alguns sofrimentos. Uma mãe alimentada de desejos permite que seus rebentos se descolem, que muito cedo se desgarrem, que caminhem na vida, que alcem seus próprios vôos. Que estes filhos venham construir, dentro de si, o sentido de uma responsabilidade pela sua própria vida. Filhos do desejo, filhos desejantes!

O desejo da mãe é também o desejo de uma mulher. Ele carrega o eterno fogo do desejo, que não é outro senão, de desejar e ser desejado, que deseja e que se sinta desejada pelo parceiro – aqui, não importa a idade cronológica. É o que devemos respeitar, o desejo de mãe, não importa quem ocupe essa função, o que conta que esse desejo de vida vigore, que possa funcionar como uma verdade.

A palavra de uma mãe não é sem consequências, ela esburaca e marca a essência mesma de um filho ou de uma filha, determinando uma maneira de Ser particular de cada um.

Curta, siga e compartilhe os Escritos Psicanalíticos também no Facebook .FBlogo300


SOBRE ESTE ARTIGO:

Artigo escrito pelo psiquiatra e psicanalista José Nazar em homenagem ao dia das mães!


SOBRE O AUTOR/IDEALIZADOR DESTE BLOG:

escritos psiAndré Bassete do Nascimento. (André Nascimento). Psicólogo. CRP 16/4290. Consultório Particular: Praia do Suá, Vitória, Espírito Santo (ES). Contato: (27) 999617815 (Vivo). Correio Eletrônico: dreebn@gmail.com ou dreebn@yahoo.com.br

Anúncios