NINHO VAZIO – O QUE FAZER QUANDO OS FILHOS SAEM DE CASA?

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Cedo ou tarde, essa questão sempre vem a tona: “O que fazer quando os Filhos saem de casa?”.

Ane Caroline Janiro, Psicóloga Clínica, idealizadora e editora do Blog Psicologia Acessível, escreve um artigo interessante, abordando alguns possíveis sentimentos que as mães experimentam neste período em que os filhos “saem do ninho para o mundo”. Confere aí:

A Síndrome do Ninho Vazio é definida, em linhas gerais, como o sofrimento devido à perda do papel e da função dos pais pela saída dos filhos de casa. As características que normalmente ocorrem são: sentimento de solidão, desamparo, isolamento e tristeza. Não se trata de uma doença ou transtorno, deve ser entendida como um quadro comum e característico deste período (Janiro, 2015).

Normalmente os sintomas envolvidos nesta síndrome são pontuais, ou seja, deixam de se manifestar aos poucos e isso ocorre quando se estabelece uma nova rotina familiar. É claro que é preciso atenção à extensão destes sintomas e, caso se prolonguem excessivamente e tragam prejuízos para a vida social e familiar, é preciso buscar orientação de um especialista, como um psicólogo (Janiro, 2015).

Alguns fatores podem ser agravantes na Síndrome do Ninho Vazio, por exemplo, quando o afastamento dos filhos coincide com o período de menopausa em mulheres, que por si só já causa alterações hormonais e emocionais que podem afetar o humor. Ou quando coincide com outras situações de perda ou de mudanças significativas (Janiro, 2015).

Outro fator é a personalidade ou mesmo as vivências de cada indivíduo, a sua maneira de experimentar e lidar com a separação ou com as mudanças de rotina. E também, os motivos e a maneira como esta separação ocorreu, pensando que além dos motivos mais corriqueiros, como início de faculdade, casamento, entre outros, também pode ocorrer por ocasiões como morte ou brigas, o que pode tornar o processo mais doloroso. Neste caso também é indicado o acompanhamento de um profissional como o psicólogo, que irá auxiliar no enfrentamento desta fase (Janiro, 2015).

Também é importante ressaltar que, considerando um casal que vê seus filhos se mudarem de casa, a convivência a dois pode ter o papel tanto de suprir, ajudando a superar esta fase de forma mais leve, como também pode ser mais um obstáculo (Janiro, 2015).

A segunda situação ocorre porque alguns casais, depois de terem filhos e ao longo dos anos, “desaprendem” a conviver sozinhos, ou seja, apenas na companhia um do outro, diminuindo a comunicação entre si e voltando todas as atenções apenas para a criação dos filhos e manutenção do lar. Assim, quando os filhos se mudam, o casal precisa reaprender a conviver de forma quase instantânea, sendo mais uma situação nova para lidar (Janiro, 2015).

É interessante que isso que foi nomeado por alguns de “Síndrome do Ninho Vazio”, também pode ocorrer, embora de forma diferente e, talvez, menos frequente, com homens. E, claro, com os próprios filhos. Pois, quando um filho sai de casa, ele assume uma outra posição no mundo. Isso pressupõe que há um corte, uma separação, uma mudança de estatuto. Esse desalojamento, que algumas mães relatam, podem também se fazer presentes nos filhos que, dependendo de seus recursos simbólicos, sentirão mais ou menos dificuldades nesse processo de “alçada ao voo”.

A Blogueira Dani Moreno, em um de seus Posts intitulado “Meu maior Medo”, também aborda esse tema, e faz alguns comentários sobre seus sentimentos em relação aos seus filhos. A sinceridade de Dani me encantou! Achei tão bacana a sua declaração que resolvi inseri-la neste post:

“(…)Como sou mãe e dona-de-casa em tempo integral, tenho MUITO medo da síndrome do ninho vazio. Esses dias mesmo, fiquei matutando, o que será de mim, quando todas as crianças estiverem encaminhadas?! Não quero ser aquelas mulheres que ficam deprimidas enfiadas em casa vendo TV e lustrando cada centímetro da casa por não ter o que fazer. Preciso começar a pensar nisso. Algumas coisas precisam ser mudadas na minha rotina, pra quando chegar esse tempo, eu não ser pega de surpresa. Quando meu filho mais velho (19) começou a trabalhar e a fazer faculdade, eu tive um pequeno e singelo exemplo de como vou me sentir. Ele começou a andar com as próprias pernas e isso foi um pouco assustador pra mim no começo. E olha que ele não saiu de casa, hein?! Nessa fase, sonhei que ele estava se mudando pra um apartamento junto com um amigo… fiquei 3 dias me sentindo pra baixo. Mas passou. Superei. E logo me acostumei. Mas a ideia de ele um dia sair de casa, ainda me assusta muito. E quando chegar a vez das meninas?”(Você pode conferir o post na íntegra clicando Aqui).

A declaração de Dani ilustra um dos dilemas que as mães estão sujeitas a vivenciar. É comum encontrarmos mulheres que, ao se tornarem mães, voltaram-se totalmente aos cuidados de seus rebentos e do lar, e esqueceram-se que por trás de toda mãe, existe uma mulher. E quando os filhos se vão, é com essa mulher que estas terão que fazer as pazes.

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SOBRE ESTE ARTIGO:

Este artigo reuniu trechos de artigos retirados dos Blogs: Psicologia Acessível, de Ane Caroline Janiro, e Dani Moreno, de Dani Moreno. A imagem que ilustra esse post também foi retirada do blog da Dani Moreno.


SOBRE O AUTOR/EDITOR/IDEALIZADOR DESTE BLOG:

escritos psiAndré Bassete do Nascimento. (André Nascimento). Psicólogo. CRP 16/4290. Consultório Particular: Praia do Suá, Vitória, Espírito Santo (ES). Contato: (27) 999617815 (Vivo). Correio Eletrônico: dreebn@gmail.com ou dreebn@yahoo.com.br

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