Magic Mike XXL

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O filme Magic Mike mostra a história e os bastidores da vida de um grupo de Strippers que, por meio “da arte de seduzir mulheres em um palco, buscam conseguir delas o máximo de benefícios possíveis”.

O sucesso do filme foi tão grande que, pouco tempo depois, uma segunda versão foi lançada:

Em  Magic Mike XXL, “após um tempo fora de cena, o personagem principal Mike (Channing Tatum), se reúne novamente com antigos colegas em uma “road trip”. O destino agora é Myrtle Beach, em Miami, onde farão uma última grande turnê de despedida”.

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Esbanjando virilidade, o filme retrata um mundo onde a beleza e o prazer, sempre acompanhados de ritmos e danças pra lá de sensuais e diversas fantasias, estão sempre em cena.

A personagem Rome (interpretada pela atriz Jada Pinkett Smith) no filme Mágic Mike XXL  diz uma frase mais ou menos assim: “Se tem uma coisa que as pessoas valorizam mais que a liberdade … é a Beleza”. O que, na minha opinião, foi o auge do filme. Não é preciso ir muito longe para constatar que tal frase fala muito de um dos principais dilemas que vivemos na atualidade: o culto a imagem.

Uma sociedade pós-moderna cada vez mais narcisista e exibicionista. Onde a imagem passa a ser cada vez mais cultuada e valorizada.

Hoje, temos academias lotadas, que funcionam 7 vezes por semana, 24 horas por dia. Somos bombardeados por uma grande variedade de dietas e suplementos alimentares.

Praticamos atividades físicas para nos exibirmos nas redes sociais ou nas praias, piscinas e espelhos (do banheiro, do quarto, do carro, do elevador, da academia, do provador da loja, etc.), deixando a Saúde em segundo ou até terceiro plano; fazemos dietas radicais divulgadas em revistas de bancas de jornais – sem consultar sequer um médico ou nutricionista, fazemos uso de anabolizantes para ganhar massa magra ou secar gordura, recorremos a uma série de procedimentos e intervenções estéticas, etc.

Fazemos fotos e vídeos em diversos canais e redes sociais mostrando nossa rotina, nossa alimentação, enfim, cada momento (cada momento mesmo) de nosso dia a dia.

Até um “não-fazer-nada” em casa, deitados no sofá, pode ser sinônimo de mil curtidas, se forem acompanhados de algumas #hashtegs e de frases copiadas e coladas do Google. Frases sem o menor pensamento ou implicação pessoal.

Criticamos e nos opomos aos Padrões, ditos “Sociais”, mas nos esquecemos que, cada um de nós, criamos, reforçamos, internalizamos e cristalizamos estes padrões.

Criticamos as condutas exibicionistas e hedonistas mas estamos, diariamente, curtindo, compartilhando, solicitando “amizades”, seguindo e exaltando as grandes curvas e corpos sarados.

Embora outras análises e considerações ainda possam ser feitas, finalizo este texto com as palavras de Lara Brenner, em seu artigo “Redes Sociais: o estranho universo que nos aproxima e afasta dos outros e de nós”, para a Revista Bula:

“Por que divido minha intimidade com o resto do mundo a todo instante? Por que não consigo ficar em minha companhia por alguns minutos, sem que qualquer tecnologia se coloque entre mim e mim?”

Confira o Trailer:

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SOBRE ESTE ARTIGO:

Escrito em 12 de Outubro de 2015.


SOBRE O AUTOR/EDITOR/IDEALIZADOR DESTE BLOG:

escritos psiAndré Bassete do Nascimento. (André Nascimento). Psicólogo. CRP 16/4290. Consultório Particular: Praia do Suá, Vitória, Espírito Santo (ES). Contato: (27) 999617815 (Vivo). Correio Eletrônico: dreebn@gmail.com ou dreebn@yahoo.com.br

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