Testemunho: efeitos de uma Psicanálise

Escrito por André Nascimento

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“Be The Light, Live The Light”

For anyone struggling to find their light, I hope I can share some with you. Pass it on, you never know who might need some! (Joel Robison Photography).

~*~

Ora, eu não sou doido, não tenho nenhum “problema de cabeça”, por que diabos eu deveria ir a um Psicólogo ou Psicanalista?

Certamente, muitos profissionais do campo Psi (Psicólogos, Psiquiatras ou Psicopedagogos) responderiam: para você ter mais “qualidade de vida”.

De imediato, já dá para perceber que a ideia de “qualidade de vida” está pautada no conceito de “Bem-estar”.

Os que acompanham os Escritos Psicanalíticos provavelmente já perceberam que este “Ser” que vos fala – ou melhor, vos escreve – é graduado em Psicologia. Entretanto, sua prática clínica está assentada na Psicanálise (não é atoa que o nome desta revista eletrônica é Escritos Psicanalíticos).

Sim. Algumas bases teóricas da Psicologia centram-se no conceito de Bem-estar. E trabalham para que o Ser Humano desenvolva o máximo do seu Eu, do seu potencial…

Mas, e a Psicanálise?

A Psicanálise também trabalha com o conceito de Bem-estar?

Antes de responder essa pergunta. Quero dizer a vocês o que me levou a escrever este texto.

Um texto que promete tocar em pontos que, ainda hoje, são tabus para muitos Psis.

O que não deixa de ser um grande desafio e, ao mesmo tempo, uma missão. Afinal, um Psicanalista que se preze precisa, sim, tocar nesses pontos que tentamos, à todo custo, “varrer para debaixo do tapete…”.

Está mais do que na hora da gente começar a fazer uma faxina. Por onde começar?

Embora a Psicologia e a Psicanálise sejam coisas totalmente diferentes, pois vêem o humano de modo diferente, ambas lidam com ele e estão, quase que diariamente, em contato com os dilemas e paradoxos da vida humana.

Além disso, ambos tem uma IMENSA dificuldade em falar dos benefícios – ou efeitos – de sua profissão ou prática – como desejar chamar.

Mas, como tudo – ou quase tudo – na vida, isso tem um porque. Ou, melhor, dois porquês. E são eles que justificam a escrita deste artigo.

Um deles refere-se a Garantia: “não podemos dar garantias do nosso trabalho”.

O outro, não deixa de ser um complemento do primeiro ponto: Subjetividade ou Subjetivação. Afinal, falar de Psicologia, ou mais especificamente de Psicanálise, é abordar uma experiência subjetiva, única, singular. Algo extremamente íntimo. E por assim ser, como dizia Freud, cada caso é um caso, e deve ser tomado como se fosse o primeiro. Tal ressalva refere-se ao fato de que não podemos – em hipótese alguma – dar garantias, antecipadamente, do que pode acontecer no curso desse processo. Até porque ninguém sabe o que pode vir acontecer. Somos Psis e não videntes ou um Deus – embora muitos profissionais se creem assim, os “conhecedores da mente e do comportamento humano”. Quem somos nós para dizer o que alguém deve ou não fazer?  Enfim…

Mas, deixemos um pouco a Psicologia de lado e trabalhemos somente com a Psicanálise.

Na Psicanálise o saber (inconsciente) é cifrado, interpretado e construído ao longo do processo de análise. E por assim ser, qualquer saber prévio (seja ele vindo da teoria ou da vida pessoal do analista) põe em risco todo o processo. Já que impede que o sujeito faça suas associações, sinta o real da experiência e defronte-se, muito posteriormente, com o seu desejo.

Leia também:  o que é um Psicanalista?

Concordo com Freud, cada caso é um caso. É lamentável (por ausência de palavra melhor) ver um bando de profissionais que saem por aí e colocam nome de Transtorno ou Síndrome em tudo que atravessa o seu caminho…

Gosto do modo como Freud e, posteriormente, Lacan enxergam e lidam com o humano. Embora eu nem sempre concorde com tudo que eles dizem…

Mas, uma coisa é certa: torço para “que a psicanálise esteja do lado da generosidade, a única a poder barrar a compaixão e o seu avesso, a crueldade sem limites”.

Enfim…

Sem mais delongas, preciso tecer alguns breves comentários sobre esse negócio de “dar ou não garantias”. Para, enfim, seguir adiante…

Anteriormente, eu disse que falar de garantias, quando assunto é Psicanálise, é complicado pois uma análise pessoal é algo íntimo, singular…

Mas, também temos que ter o cuidado para não levar tudo ao pé da letra. Porque precisamos, sim, dar o nosso testemunho para que outras pessoas se interessem a passar por este processo, que elas sejam de alguma forma tocadas por nossas palavras, por nossa experiência. E ao dar um testemunho sobre algo… É lógico que tem o risco de alguém pegar o que foi dito e jogar no ventilador, generalizar. Isso é inevitável… Mas, também não devemos nos calar. E outra: o fato de algumas pessoas não conseguirem algum “resultado” (por ausência de palavra melhor), como haviam planejado durante o processo, não quer dizer que eles não existam. A essas pessoas eu gostaria de dizer: às vezes, o que você planejou não deu certo mas muitas outras coisas deram e você sequer notou… Sabe, não podemos pegar as exceções e fazer delas a regra. Ou, talvez, a Psicanálise seja mesmo uma prática para as exceções. Como saber?!

Ninguém – eu disse, ninguém – pode garantir seja onde for ou na profissão que for, 100% de benefícios ou garantias a alguém.

Mas, convenhamos, os profissionais Psis tomaram isso com muita força! Precisamos ter mais convicção do que estamos fazendo, oferecendo… E para isso, precisamos passar por essa experiência. O que acontece é que muitos profissionais não fazem uma análise, não se dedicam a uma escola de psicanálise séria e sequer fazem uma supervisão…

Mas, também, fazer análise + supervisão + escola ajuda, às vezes, ajuda muito, mas, também,  não dá garantias de nada. Se formos pensar assim… Aliás, muitos por aí se gabam, seguem a risca o tal “tripé” e ao meu ver, não são Psicanalistas. Pois o foco está mais nele do que nas pessoas que se propõe a atender. Esta vendo como o assunto é complicado, contraditório?

Um fato: não trabalhamos com “achiologia”. A Psicanálise é uma abordagem que tem história clínica, seus fundamentos estão arraigados a análise pessoal (a de si próprio e a do outro) e a teoria, etc.

Por isso, eu defendo aqui que precisamos, sim, declarar os possíveis efeitos de uma análise na vida de alguém. Com ou sem o risco de sermos mal interpretados ou sofrer retalhações dos colegas de profissão ou generalizações.

Mesmo que existam exceções – e é obvio que elas existem –  você não só pode, como deve falar sobre os efeitos da psicanálise na sua vida. Afinal de contas, se eu não tiver a mínima CONVICÇÃO de que o meu trabalho pode melhorar a vida de alguém, mesmo sabendo que a Psicanálise vai além, muito além da Terapêutica, por que eu iria passar, semanalmente, por todo esse processo?! E mais do que isso: porque eu iria oferecê-lo a você?!

Desabafo à parte, vamos dar continuidade…

No dia a dia é mais ou menos assim:

Você estava bem mas no decorrer do dia, é tomado por uma forte dor de cabeça. Isso se repete constantemente.

Você trabalha muito para levar o pão de cada dia a mesa da sua família mas o seu nível de estresse está cada vez mais alto devido as tarefas que você – e só você – tem que executar no trabalho. E você não sabe como fazer para o estresse diminuir…

Logo, você fica com insônia, pois está muito cansado, e não para de pensar nos problemas, nas contas que tem que pagar…

Mas, por vezes, você se sente sem “identidade”, “perdido”, em busca de uma direção, de alguém que te ajude a encontrar um caminho…

Você está sobrecarregado com as tarefas do trabalho e, ao chegar em casa, ainda tem que lidar com os problemas familiares. Bem vindo ao mundo real!

Entre um Rivotril e outro, você faz de tudo para pegar no sono mas, nem sempre funciona…

Você está cheio de dores, por todo o corpo, uma “tortura” que não cessa nem a pau, e você precisa fazer ela parar. Você vai a vários médicos em busca de algo que possa “anestesiar” está dor, que “não tem nome, nem origem”. Quando você se dá por si, está “dopado” na cama, e tomando vários remédios ou “caindo pelas ruas“. Sem contar que os custos para mantê-los são enormes. Os preços dos remédios estão caríssimos!

E você, quanto você vale? Qual é o seu valor?

Você precisa tomar um rumo na vida mas está “confuso”. Precisa “arrumar um trabalho” e conquistar seu lugar na sociedade mas está “sem ação”. Não é fácil crescer, virar adulto da noite para o dia…

Essas e muitas outras histórias chegam diariamente aos consultórios de um Psicanalista. Histórias reais que, com certeza, você se identificou em algum ponto. Mas, se nenhuma delas é o seu caso, convido-lhe a vir aqui, no meu consultório, e me contar a sua história.

Então, visto as condições acima. Vez e outra, você começa a pensar: Será que isso que eu sinto é normal? Ou é alguma doença?

Caso algo se agrave, você vai buscar alguém que lhe dê explicações para o que está acontecendo. Alguém que tire isso de você, que melhore as coisas. E, claro, faça “você voltar ao que era antes”. Correto!?

Então, você vai ao Médico, a uma série de especialistas. Mas, o último da lista, sempre vai ser um Psicanalista. Geralmente, quando todas as tentativas fadaram ao fracasso é que alguém bate na porta do consultório de um Psicanalista.

Porque?!

Porque o que todo ser humano quer é livrar-se de seu Mal-estar.

Mas, será que é possível livrar-se, de uma vez por todas, do mal-estar?

E, sim, é uma boa hora para retomarmos a pergunta lá de cima:

A Psicanálise também trabalha com o conceito de Bem-estar?

Não. A Psicanálise não trabalha com o Bem-estar. Pelo contrário, a psicanálise trabalha com o Mal-estar. Embora haja, sim, um bem-estar – digamos, momentâneo – durante o processo. A Psicanálise começou a se desenhar quando Freud, médico-neurologista, e futuro Psicanalista, funda o Inconsciente, e isso só foi possível pois ele escutou o mal-estar de um bando de mulheres, e alguns homens, em seu consultório. A Psicanálise também é a escuta do inconsciente e do mal-estar, mas, também é a escuta de um humano, que passa por momentos de perda, de alegria, de sucesso, realizações. Claro, cada um a sua maneira.

Não se escuta, somente, o “sofrimento” humano, mas uma pessoa com necessidades, falhas, sonhos e desejos…

Como eu estava dizendo, quando a coisa – no popular – “fica feia”, buscamos nos livrar do mal-estar à qualquer custo. Eis que a campainha da recepção toca e você atende um novo paciente.

Mas, não pensem que é só por meio de uma análise pessoal que tentamos lidar com o mal-estar, presente em todo humano. Alguns vão pela via da drogadição, outros da comida, da religião, da escrita, dos esportes e atividades físicas, medicamentos, relacionamentos amorosos, etc. E fazem de cada um deles a sua vida. Quando estamos tristes ou passando por alguma situação julgada por nós como muito ruim, o que queremos é nos livrar de toda e qualquer dor ou sofrimento. O problema não é fazer uma das práticas listadas acima ou outra, são os excessos. O não-dito, os segredos e os excessos, por vezes, adoecem. E muito.

A Psicanálise também é uma dessas vias, que nos ajudar a lidar, a aprender a conviver com esse lado mais obscuro da vida. Esta “outra cena”. Mas, essencial (por falta de palavra melhor) para a nossa saúde psíquica. E quem sabe, assim, não possamos fazer um melhor aproveito desse mal-estar e de nossos sintomas.

Mas, uma hora, os questionamentos vem. Ah, e como vem:

“Porque eu deveria procurar um Psicanalista? Porque eu deveria contratar os seus serviços? Se eu te contratar hoje, o que é que vai melhorar na minha vida em 8 meses?”.

Uau! Você foi imprensado contra a parede, meu amigo. E agora?!

Se você for um bom samaritano, irá responder:

“Que tal diminuir a sua ansiedade e levar uma vida muito mais leve e tranquila?”

Mas, este não é o caso aqui.

Como eu já mencionei, podemos, sim, colher alguns efeitos de uma análise pessoal. Mas para isso, precisamos de uma boa dose de insistência e, por que não dizer, Esperança…

“É como descascar uma cebola, aos poucos, vamos retirando camada por camada, mas, não é sem choro…”

Pois é, passar por esse processo é caro! Caro em todos os sentidos. Caro porque o processo é demorado e você precisa investir seu precioso e suado dinheiro, que você trabalhou muito para conquistar… E Caro porque é um processo que tem um valor inestimável. E que te possibilita escutar a si mesmo, entrar em contato com a sua verdade (inconsciente) e construir um saber novo, um saber que ninguém será capaz de lhe tirar, algo nunca visto por você antes. Você descobre o seu valor. E começa a valorizar o seu próprio saber, a sua experiência, a sua história de vida!

Bem, parece que já adiantei alguns efeitos… Não faz mal. Continuemos!

Você tocou a campainha do consultório do Psicanalista e será atendido em poucos minutos. Você começa a reparar na sala de espera, tudo parece muito novo… E de fato, o setting analítico é um lugar que você nunca viu. Um lugar que a palavra tem o valor que merece e você também, é claro. É um lugar que você poderá falar, da maneira que lhe for possível, naquele momento, sobre o que lhe aflige, o que te levou a estar ali. E o melhor de tudo, os roteiros das sessões saem de você!

O que é uma análise senão tornar visível o seu próprio mundo?

Leia também: Preciso dar um jeito na minha vida

Chegou o tão esperado momento de falar um pouco mais sobre alguns efeitos de uma Psicanálise.

Em um percurso analítico percebemos a importância da linguagem. E sua amplitude. A linguagem vai muito além do falar, das palavras, do gesto…

“Uma criança, por exemplo, nos põe para trabalhar na medida em que ela introduz o novo”. Ela desloca, pontua, perturba não só a conjuntura familiar, mas também o próprio analista: o lugar de cada um é remodelado. Por vezes, ela nos convoca a usar o nosso próprio corpo, se comunicar por outros meios, nas brincadeiras e jogos, nos retirando do conforto das poltronas e sofás.

Leia mais em: A criança em análise.

Você não só quer se livrar do mal-estar, como também acredita que o mundo todo está contra você, o mundo quer “te interditar,”  e que sua mãe, pai, tia, avô, patrão – ou até Deus – são os responsáveis por sua vida estar como está.

Você acredita que o outro é o culpado pelo seu sofrimento e por assim ser, não pode fazer nada para mudar as coisas.

Talvez, você até tenha razão. Talvez, você não possa “parar o mundo e descer”. Talvez, você não possa recomeçar a sua vida do zero…

Mas, e se existir algo que você possa fazer para mudar os rumos da sua história? Algo que você não havia visto ou pensado antes…

Será que aquilo que você se queixa não é a sua maior satisfação?

Você sempre teve uma noite de sono tranquila. Porque agora você sofre de insônia?

Quem sabe ao descobrir o por que de você está tão sobrecarregado, você não consiga realizar melhor as suas tarefas diárias?

Você precisa investigar em que momento você se perdeu!

Uma análise não é um lugar que se vai quando se está com sono, não é um local confortável para dormir. Vamos a análise para nos mantermos acordados. Despertar para a vida!

Leia também: Acorda: um relato clínico

Aqueles que se lançarem a essa experiência, tem grandes chances de entrar em contato com um saber nunca escutado antes. Um saber construído ao longo de um processo. E quem sabe lhe seja possível inventar um sentido para a vida, traçar outros caminhos….

Mas, também, há alguns momentos que são dureza! Momentos que você não quer ir, quer ficar em casa, literalmente, dormindo. Há momentos que temos que lidar com a falta, com a ausência de palavras para traduzir o que sentimos. Você pode até se dar conta de que a palavra não dá conta de tudo. Mas, mesmo assim, a palavra ainda é o nosso melhor recurso para lidar com a dor de existir…

De fato, não podemos tudo. Ninguém pode. E poder sentir na pele os efeitos e a dimensão disso é fundamental. Precisamos aprender a aceitar e a lidar com os Limites, com os nosso limites, e também com as frustrações. Desfazer-nos dos nossos ideais. Tirar a “onça” que carregamos nas nossas costas.

Mas, é claro que também desfrutaremos de alguns momentos de bem-estar, do contrário, nem sobreviveríamos. Uma análise levada as suas últimas conseqüências nos possibilita defrontarmo-nos com o nosso desejo.

É possível que você aprenda a se escutar melhor, e dá mais valor, como já mencionei, as suas próprias vivencias. Afinal, se não fosse cada uma dessas vivencias você não seria a pessoa que é hoje…

Você também constata que por trás de um mal-entendido, pode haver uma verdade sobre você, uma verdade sobre a sua vida. E quem melhor que um psicanalista para te ajudar a ler esses mal-entendidos? E seus muitos ditos?

Se digo um psicanalista, e não outro profissional, é porque cabe ao psicanalista:

“em sua prática de escuta, levar em conta o mal-entendido, o que ficou por dizer, presente no diálogo mais trivial. Seu interesse está no “descompasso” presente entre o que se diz e o que se intencionava dizer, pois é nesse desacordo, em que o pensamento desfalece e nossas convicções perdem o encanto, que o sujeito do inconsciente tem sua morada”.

Leia também: Intervenções de um Psicanalista.

A partir do momento que você puder se responsabilizar por suas escolhas, e conseguir ver que há uma participação sua na cena que você se queixa, talvez, você esteja a um passo a frente de  assumir as rédeas da sua própria vida.

Talvez, mesmo vivendo em pé de guerra consigo mesmo em alguns momentos, você volte a acreditar no amor. E aprenda a amar de outra maneira, que você nem sabia que existia… Consequentemente, você viverá de outra forma… Mais livre. Mais leve.

Uma Psicanálise possibilita rever a nossa própria história. Resignificá-la! Ultrapassar alguns sofrimentos, curar algumas feridas. E quem sabe, revelar habilidades e aprimorá-las.

Um psicanalista é aquele que não deixa você desistir de si mesmo. Por isso que ele faz o que faz (e faz o que o faz – ato falho que decidi manter), por isso que ele está ali, te escutando, intervindo, para que você se torne a melhor versão de si mesmo.

 

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Saiba mais

André Bassete do Nascimento (André Nascimento). Psicólogo. CRP 16/4290. Consultório Particular. Praia do Suá, Vitória, ES — Espírito Santo. Autor, editor e idealizador do Blog Eu Tava Aqui Pensando, Escritos Psicanalíticos e A Vida e a Psicanálise. Dúvidas, críticas, sugestões? Contate-me! (27) 999617815 (Vivo/Whatsapp). Correio Eletrônico: dreebn@yahoo.com.br

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