Bastidores da Escrita

Escrito por André Nascimento

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[…] Esse processo segue completamente os ditames do inconsciente, segundo o bem conhecido princípio de Itzig, o cavaleiro de domingo: – ‘Itzig, aonde você vai? – ‘E eu sei? Pergunte ao cavalo.’ Eu nunca comecei um único parágrafo sabendo de antemão aonde terminaria (Sigmund Freud, A Interpretação dos Sonhos, 1900, p. 320).

 

Não sei por onde começar. Então, este será o começo.

O desejo de escrever, vez e outra, emerge.

Às vezes, um escritor consegue fazer um recorte, e trabalhar um tema proposto (por ele mesmo ou por alguns outros…).

Mas, mesmo que desejem com toda força, com toda fé, nem sempre os escritores tem um norte…

Um escritor nem sempre sabe dizer, à priori, onde as palavras, frases e versos o levarão.

A epígrafe deste texto ilustra brilhantemente o que ocorre no ato de escrever. Ou melhor, os Bastidores da Escrita.

Escrever é, quase sempre, surpreender-se!

Entretanto, às vezes, o texto vem. Ah, e como vem! E vem não sei de onde. Mas, vem. E vem com toda a força. E aí, não tem pra onde correr. A palavra se impõe. Se faz presente. Não pede licença. Arrebata. Esgarça. Faz e deixa marcas. Na pele. Nos corações.

Pelo menos hoje… Não posso prometer-lhe um texto bonito, tocante e muito menos inspirador.

Bastidores da Escrita retrata os momentos onde as palavras nem sempre viram texto. Bastidores da Escrita representa uma tentativa (sempre falha) de nomear o irrepresentável, escrever o inominável. Bastidores da Escrita é um lugar onde as palavras falham, faltam. E, por vezes, não fazem sentido algum.

Porque, nem sempre, o texto está todo pronto e organizado “dentro da cabeça de um escritor”.

Porque, nem sempre, um escritor conhece o (seu) texto a ponto de saber, à priori, onde o (seu) texto o levará.

Bem vind@ ao primeiro Bastidores da Escrita!

Ah! Embora o recado já tenha sido dado, fiquem com alguns restos que, embora tenha passado longe da construção de um texto coeso e “completo”, serviu de trilho, para que se pudesse, num só depois, esta nova Série de textos emergir. Sem tais restos (preciosos), esta série não teria ganhado forma, nem nome…

***

Neste final de semana, fui apresentado à outras realidades. E também pude sentir na própria pele que, sustentar um diálogo onde a diferença  esteja incluída, não é uma tarefa fácil.

Cada pessoa é um mundo. Aliás, uma pessoa trás vários mundos “dentro” de si. Pois a realidade, justamente por ser psíquica, é algo complexo, singular. E como as pessoas tem realidades completamente diferentes!

Apesar de tudo…

Chega ser bonito e, por vezes, desgastante, como o humano tem uma tendência à agarrar-se a verdades absolutas.

Chega ser bonito e, por vezes, desconcertante, como é fácil cair na cilada de impor, aos outros, os próprios pensamentos, ideias, crenças, enfim, o próprio Estilo de Vida.

Chega ser bonito e, por vezes, angustiante, como o humano tem uma necessidade de tentar tamponar todas as suas faltas, esconder todas as suas falhas, embaraços ou tropeços.

As pessoas tem comportamentos e pensamentos complexos. Por vezes, contraditórios. E isto, além de ser muito interessante, é muito absurdo! É algo parecido com duas pessoas sentadas no mesmo barco, remando em direções opostas.

 

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André Bassete do Nascimento (André Nascimento). Psicólogo. CRP 16/4290. Psicanalista. Consultório Particular. Praia do Suá, Vitória, ES — Espírito Santo. Autor, editor e idealizador do Blog A Vida e a PsicanáliseEu Tava Aqui Pensando, Sala de Espera e da Revista Eletrônica Escritos Psicanalíticos. Contate-me! (27) 999617815 (Vivo/Whatsapp). Correio Eletrônico: dreebn@yahoo.com.br

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